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Na manhã desta quinta-feira (22), a Presidenta da República, Dilma Roussef, acompanhada do Ministro dos Transportes, César Borges, inaugurou trecho de 855 km da Ferrovia Norte-Sul compreendido entre as cidades de Palmas/TO e Anápolis/GO. “Aqui se pode conectar todo o Brasil com o sistema ferroviário. Essa coluna vertebral permitirá que estados interiores como Goiás estejam próximos do mar e dos navios. Ela coloca o litoral aqui”, declarou a presidenta.

O Ministro César Borges também destacou a importância da entrega do trecho: “Há uma determinação política de desenvolver o país e fazer com que o modal ferroviário seja uma realidade na nossa economia. Hoje a Ferrovia Norte-Sul chega a Anápolis, porque está sendo o centro logístico do Brasil e, com certeza, terá um papel decisivo na interiorização do desenvolvimento”.

A obra executada pela VALEC – Engenharia, Construções e Ferrovias S.A., estatal vinculada ao Ministério dos Transportes, demandou investimentos oriundos do PAC de aproximadamente R$4,2 bilhões. O Presidente da VALEC, José Lúcio Machado, comemorou essa conquista para o transporte ferroviário no Brasil: “Completamos agora o projeto original da ferrovia, concebido há 27 anos para ser um indutor de desenvolvimento da região central do Brasil. Hoje, a FNS pode ser considerada como estruturadora do Sistema Ferroviário Nacional, trazendo maior qualidade ao serviço de transporte de carga”.

Trem AzulCrédito: Blog do Planalto

A construção da Ferrovia Norte-Sul, de forma paulatina, contribuiu para o crescimento de regiões, criação de empregos, movimentação positiva das economias locais, dentre outros benefícios. Após percorrer 1.574km, atravessando o sul do estado do Maranhão, o eixo central de Tocantins e o norte de Goiás, a ferrovia alcança Anápolis, situada na já desenvolvida região central do estado de Goiás.

A visita da Presidenta marca a nova conjuntura em que está inserido o transporte ferroviário de carga no Brasil. A FNS, antes vetor de desenvolvimento, passa a ser a espinha dorsal do Sistema Ferroviário Nacional, proporcionando acesso de produtores a vários portos (Itaqui, Santos e Vitória) e corredores de exportação. Além disso, fomentará a competitividade intramodal, não só entre portos, mas também, entre os operadores logísticos que realizarão o transporte da carga.

Novo Modelo – A VALEC, nesse contexto, além de realizar atividades operacionais de planejamento, manutenção do trecho e controle de tráfego da via férrea, antecipará a aplicação das premissas do novo modelo de exploração de infraestrutura ferroviária, conhecido como open access, lançado pelo Governo Federal em 2012. Esse modelo permite que a ferrovia seja utilizada por diversos transportadores ferroviários, devidamente autorizados por critérios transparentes, não discriminatórios e isonômicos, cumpridas as condições técnicas e operacionais do negócio.

A operação do segmento ferroviário até o município de Gurupi/TO ocorrerá ainda no mês de maio e, posteriormente, será estendida até o Pátio Multimodal de Anápolis. Inicialmente, será transportado minério de ferro do pátio de Gurupi com destino ao Porto de São Luís/MA. A VALEC venderá a capacidade para a operadora logística VLI, que, por sua vez, mediante o pagamento do frete, fará o transporte da carga da Viena Mineração. A partir de outubro deste ano, o pátio de Anápolis proporcionará o embarque de farelo de soja ainda da safra de 2014 para o porto de Itaqui/MA. Para a safra de 2015, a FNS e o pátio de Anápolis estarão aptos a transportar para aquele porto a integralidade da produção da Granol (1.000.000 toneladas), oferecendo, assim, uma opção logística competitiva às hoje praticáveis.

Já no mês de agosto, com a conclusão das instalações de transbordo - troca de bitola - no Porto Seco do Centro-Oeste, também localizado no pátio de Anápolis, será possível reduzir o tráfego de caminhões pela BR-153, por onde circula a carga proveniente da Zona Franca de Manaus. Esta poderá ser transportada de trem pela FNS, a partir de Açailândia ou Imperatriz, ambas no Maranhão, sendo transbordadas em Anápolis e seguindo até o seu destino final na região sudeste do país, também de trem.

No pátio de Porto Nacional, próximo a Palmas, além das bases de distribuição de derivados do petróleo da BR-Distribuidora, Raízen e Norship, que deverão reestruturar desde já a distribuição de combustíveis no Brasil Central, estará também em operação, para a safra de 2015, o terminal de embarque de grãos agrícolas da Ceagro, que exportará pelo porto maranhense de Itaqui.

Demais trechos da FNS – Além da operação do trecho mencionado, a VALEC prossegue na construção de mais 682 km até Estrela D’Oeste/SP, atualmente com execução física de 60% e previsão de conclusão para 2015. Paralelamente, a VALEC está na fase final do estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental de trecho compreendido entre Panorama/SP e Rio Grande/RS, que interligará com a Ferrovia do Frango, em Santa Catarina, e, também, alcançará os portos de Paranaguá, no Paraná, e o de São Francisco, em Santa Catarina.

Por fim, o segmento de Açailândia/MA a Barcarena/PA, que foi incluído no PIL – Programa de Investimentos em Logística, do Governo Federal, a ser objeto de futura concessão nos moldes do novo modelo de exploração de infraestrutura ferroviária, confirmará a Ferrovia Norte-Sul como a ferrovia estruturadora do Sistema Ferroviário Nacional.


Texto: Assessoria de Comunicação