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Neste Mês da Mulher, a VALEC deseja marcar a data chamando a atenção para a importância dos direitos e princípios do gênero humano proclamados pela ONU, em 1993:

Liberdade; Segurança; Dignidade; Igualdade e Integridade.

“Cinco palavras fundamentais e universais para apontar tudo o que ainda falta a tantas mulheres neste início do Terceiro Milênio”
(Sandrine Treiner em O Livro Negro da Condição das Mulheres, 2011)

O Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça escolheu cinco brasileiras que marcaram a História para representar cada um desses princípios. São elas:

Dandara dos Palmares - Liberdade

Mãe de três filhos e esposa de Zumbi dos Palmares, Dandara também lutou com armas pela libertação total das negras e negros no Brasil. Mestra em capoeira, liderava mulheres e homens e se tornou um grande ícone feminino da luta contra o racismo por sua resistência contra a escravidão.

Maria da Penha - Segurança

Após sofrer duas tentativas de homicídio pelo marido, Maria da Penha Maia Fernandes lutou para que seu agressor fosse condenado. Sua luta liderou um dos maiores movimentos em defesa dos direitos das mulheres no Brasil vítimas da violência doméstica. Em 7 de agosto de 2006, foi sancionada a lei que leva seu nome: Lei Maria da Penha.

Zuzu Angel - Dignidade

A estilista mineira Zuzu Angel fez história ao enfrentar os militares em busca do filho, Stuart Angel Jones, desaparecido no ano de 1971. A procura em prisões e quartéis foi uma busca incansável por informações sobre o filho e o direito de sepultá-lo, denunciando as práticas de tortura cometidas pela ditadura à imprensa e a órgãos internacionais.

Bertha Lutz - Igualdade

Uma das figuras mais significativas dos movimentos em prol da igualdade de gênero e da educação no Brasil, Bertha Lutz foi a segunda mulher a ingressar no serviço público brasileiro. Criou as bases do feminismo do país e, em 1932, sua luta por direitos iguais culminou na conquista do direito ao voto para as mulheres no Brasil.>/p>

Zilda Arns – Integridade

Zilda Arns Neumann foi a médica pediatra e sanitarista fundadora da Pastoral da Criança, em 1983. Ao longo de 25 anos, seu trabalho foi fundamental para reduzir a mortalidade infantil, o que levou Arns a ser indicada ao Prêmio Nobel da Paz em 2006.