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A Valec realizou, nessa terça-feira, 28, o evento Raízes Africanas – a comunidade quilombola João Borges Vieira. O evento, promovido pela equipe do Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça, em parceria com a Superintendência de Meio Ambiente, apresentou o estudo do componente quilombola realizado na área de influência da Ferrovia de Integração Centro Oeste (FICO).

A comunidade quilombola, localizada em Uruaçu - GO, que se encontra a 25 Km da ferrovia, ganhou visibilidade a partir da realização de estudos exigidos pelo IBAMA como parte da licença ambiental do empreendimento.

A mesa de abertura do evento foi composta por representantes da comunidade quilombola, da Valec e membros que participaram da construção do projeto, como a especialista em gestão ambiental, Simone Gallego, colaboradora da empresa parceira no estudo, a Enefer. Segundo ela, o projeto levou aproximadamente cinco meses para ganhar forma. As atividades foram realizadas por meio de pesquisa de campo com o próprio povoado, estudando mapas, ouvindo fontes e tentando buscar as origens do povo. “Foi um trabalho de muito estudo, pois não tivemos apoio de livros ou internet. Tudo o que foi coletado foi através da própria comunidade”, relatou Simone.

A ideia resultou na criação de um livro infantil que já está em fase de finalização. “Foi um desafio transformar a história de uma comunidade tão rica e com tantos detalhes em ilustração. Mas, foi um trabalho prazeroso de realizar”, disse o ilustrador, Leonardo Branco.

Esse tipo de prática promovida pela Valec, faz parte de algumas iniciativas definidas no plano de ação da instituição como participante do Programa Pro- Equidade de Gênero e Raça do Governo Federal. A líder do programa Pro-Equidade, Fernanda Azevedo destacou: “O evento também quis homenagear o Dia da Consciência Negra, comemorado em 20 de novembro, data da morte de Zumbi dos Palmares, considerado um dos maiores líderes da resistência negra”, disse ela.

Para Domingas Gouveia, Presidente da Associação Quilombola de João Borges Vieira, é um grande prazer fazer parte de estudos como esse pois, assim, a história de seu povo ganha espaço e é perpetuada. “Estou à disposição da Valec e agradeço pelo apoio. Saibam que nosso quilombo estará sempre de portas abertas para vocês”, concluiu.

No final, os membros da comunidade quilombola surpreenderam os convidados com uma apresentação de tambor e uma exposição de produtos feitos na comunidade.