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Vista do alto, a obra da FIOL (Ferrovia de Integração Oeste-Leste) não é apenas mais um projeto. O trabalho de terraplenagem já revela com clareza o traçado real de uma das ferrovias mais importantes do País. A longa via aberta no semiárido baiano atravessa, em ritmo acelerado, toda a distância entre as cidades de Caetité e Ilhéus.

O Ministro dos Transportes, César Borges, e o Presidente da Valec, Josias Sampaio Cavalcante Júnior, acompanhados de diretores da empresa, sobrevoaram de helicóptero cada metro dos 537 km da ferrovia. O objetivo foi o de conhecer os avanços, identificar os gargalos e cobrar das construtoras o máximo empenho.

Durante a vistoria, realizada na última sexta-feira, os representantes das construtoras apresentaram um balanço do que foi feito e um cronograma de ações em que se comprometeram a concluir a obra até dezembro de 2014, prazo estabelecido pelo governo.

Em entrevista à imprensa local, o ministro César Borges ressaltou o resultado do empenho do ministério e da Valec em superar os desafios da obra. Ele também se mostrou otimista após analisar os dados de desempenho e o cronograma de cada trecho. “Hoje você vê obra plena. O trecho da FIOL de Caetité [lote 4] até aqui [lote 1] já emprega 7.100 pessoas e isso é muito bom pra Bahia”, afirmou.

Ponte entre Tanhaçu e Manuel Vitorino, no lote 3 da FIOL.

As fábricas de dormentes estão instaladas e em funcionamento em todos os lotes da FIOL.

Pico de produção

Todo o seguimento Caetité − Ilhéus se encontra em execução, com nível de desempenho mensal seguindo o cronograma físico planejado. A obra se aproxima dos 20% de avanço físico realizado, enquanto se prepara para as próximas fases de construção, como, por exemplo, a colocação de dormentes.

No lote 3, o mais avançado (40% do físico executado), a fábrica de dormentes produziu, deste o início do ano, 72 mil unidades das 215 mil necessárias para cobrir a distância entre Tanhaçu e Manuel Vitorino. Os outros lotes (1, 2 e 4) também contam com fábricas instaladas e em funcionamento.

O lote mais preocupante era o lote 1, entre Barra do Rocha e Ilhéus, com 125 km de extensão. A obra ficou parada deste o fim do ano passado, devido às questões judiciais entre a Valec e consórcio contratado, depois que a Delta deixou o empreendimento. Em junho, a Valec assinou um acordo com a nova líder do Consórcio (SPA), que retomou as obras e se comprometeu a atingir o nível máximo de produção nos próximos cinco meses.

O ministro confia que, agora, o trecho que já conta com 500 funcionários, vai contratar mais e recuperar o tempo perdido. “O resultado hoje é muito bom. Eu estive aqui em maio e não havia nada, mas hoje a gente chega e já é uma outra esperança.”, afirmou César Borges.

O Ministro dos Transportes, Cesar Borges, e o Presidente da Valec, Josias Sampaio Cavalcante Júnior, analisam cronograma da obra.

Vocação

A vocação maior do trecho entre Caetité e Ilhéus é o minério, atualmente exportado pelo Porto de Tubarão, no Espírito Santo, numa viagem feita por veículos pesados que percorrem quase 1.100 km de rodovia. Com a implantação da FIOL, serão reduzidos os custos logísticos como também o trajeto percorrido.

Na região, já foram detectadas reservas de 4 bilhões de toneladas de ferro, além de outros produtos minerais.

O serviço de terraplenagem se mostra avançado no Lote 4.


Crédito das imagens: divulgação VALEC

Texto: Assessoria de Comunicação