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Veículo: O Popular
Caderno: Online
Data: 11/11/2009

Valec vai desapropriar áreas do Ramal Sudoeste

Valec vai desapropriar áreas do Ramal Sudoeste

Mariza Santana

Decreto presidencial publicado ontem no Diário Oficial da União autoriza a Valec a promover a desapropriação das áreas onde será construído o novo trecho da Ferrovia Norte-Sul, entre Ouro Verde, passando pelo Sudoeste Goiano, até Estrela D’Oeste (SP), do chamado Ramal Sudoeste.

O novo trecho vai passar por 20 municípios goianos, quatro mineiros e seis paulistas. A desapropriação representa o primeiro passo para viabilizar a efetivação da obra, de acordo com o presidente da Valec, José Francisco das Neves (Juquinha).

Também foi autorizada a desapropriação para as obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste, que ligará Ilhéus até a região de Luís Eduardo Magalhães, São Desidério e Barreiras, na Bahia.

Durante reunião em Goiânia, realizada no dia 28 de outubro na Federação das Indústrias de Goiás (Fieg), o presidente da Valec anunciou que pretende licitar os dois novos trechos da ferrovia no dia 29 de janeiro de 2010.

Já quanto à conclusão da Norte-Sul, em territórios tocantinense e goiano, num total de 1.359 quilômetros de extensão, ele reafirmou que a Valec vai entregá-la em dezembro do próximo ano, portanto no fim do governo Lula. Esse prazo já representa atraso de seis meses em relação à previsão feita anteriormente.

Irregularidades

Sobre indícios de sobrepreço, falhas na fiscalização e subcontratações irregulares verificados em diversos lotes das obras da ferrovia e apontados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e pela Controladoria Geral da União (CGU), tanto no Tocantins como em Goiás, Juquinha das Neves afirmou que está tomando as medidas cabíveis. “O que tiver de errado, mando consertar.”

Segundo ele, a Ferrovia Norte-Sul é a obra mais “auditada do Brasil”, Mas salientou que vai dar “uma regularizada” no que for necessário.

A respeito de denúncias de erosões e do piscinão involuntário em túnel, verificados em trechos da obra, o presidente da Valec afirmou que isso é comum no período chuvoso, mas vai cobrar a manutenção do que já foi feito por parte da empreiteira responsável. Ele ponderou ainda que é comum, em grandes obras, a subcontração de empresas.

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