Clipping
Veículo: Diário da manhã
Caderno: Online
Data: 17/04/2009
Obras em trechos começam hoje
Três frentes de trabalho da ferrovia movimentam R$ 700 milhões e geram 20 mil empregos
Cumprindo o cronograma anunciado em janeiro, serão lançados oficialmente hoje três trechos da Ferrovia Norte-Sul na região Norte de Goiás. Primeiro a ser lançado liga Uruaçu a Mara Rosa, com 71 quilômetros, orçado em R$ 270 milhões. O lote 10, na direção Sul, terá 75 quilômetros, ligando Porangatu a Mara Rosa, com custo estimado em R$ 280 milhões. Já o lote 16, no sentido Norte, terá 52 quilômetros, ligando Porangatu à divisa do Tocantins, com custo estimado em R$ 175 milhões. Nesta etapa, estarão em execução 198 quilômetros.
Segundo o presidente da Valec Engenharia (empresa responsável pela obra), José Francisco das Neves, o Juquinha, as obras em Uruaçu, Campinorte e Porangatu movimentam cerca de R$ 700 milhões, geram 5 mil empregos diretos e 15 mil indiretos. Com o início do trabalho na região Norte, toda a ferrovia que atravessa Goiás estará efetivamente em obras.
A comitiva formada por Juquinha; governador do Estado, Alcides Rodrigues Filho; o governador do Tocantins, Marcelo Miranda; e deputados federais e estaduais percorrerão os 198 quilômetros da ferrovia que findam na divisa de Goiás com Tocantins.
Juquinha explica que todo o trecho já está em obras e o que será feito hoje é oficializar o início dos trabalhos, mostrando o maquinário no local. "O período de chuva atrapalha um pouco o aterramento da estrada. Então mostraremos as máquinas e o que já está sendo feito", diz.
Conforme anunciado e confirmado por Juquinha, as obras da Norte-Sul têm até dezembro de 2010 para serem finalizadas. Entretanto o presidente da Valec garante a entrega total da ferrovia, até Anápolis, em julho daquele ano. Já o que corresponde a São Paulo, do município goiano de Ouro Verde, que passa pelo Sudoeste do Estado até Estrela D'Oeste, a previsão é para 2011. Com a entrega desses trechos, os gastos com transporte de grãos devem reduzir cerca de 30%.
Juquinha compara o impacto social, cultural e econômico da Norte-Sul à construção de Brasília, em 1960, pelo então presidente, Juscelino Kubitschek, que, naquela época, já sonhava com a ferrovia. O trabalho feito pelo goiano já foi elogiado inclusive pelo presidente Lula durante reunião ministerial, na última semana, em Brasília. Secretário do Planejamento e Desenvolvimento, Oton Nascimento diz que Goiás está vivendo a quarta fase de desenvolvimento, que abrange a infraestrutura logística que garante ao Estado efetiva globalização econômica. Impõe revolução econômica de Goiás e Centro-Oeste, principalmente para cidades localizadas na área de influência.
Plano
Os governos de Goiás e do Tocantins aproveitam o momento e, em conjunto com a Valec, estão elaborando o plano de desenvolvimento econômico. O projeto, ainda engatinhando, prevê estudo das áreas de influência da Norte-Sul, considerando as inúmeras vantagens que a férrea vai proporcionar aos Estados. Será feito diagnóstico das potencialidades, elaborados projetos de empreendimentos que serão apresentados à iniciativa privada. Em Goiás, o plano deve considerar cinco subáreas, nos municípios de Anápolis, Jaraguá, Santa Isabel, Uruaçu e Porangatu.
Os projetos vão considerar setores mais dinâmicos da região, como mineração, agricultura, pecuária, serviços, turismo e logística. A previsão é de que a produção mineral e a fabricação de etanol sejam destaque especialmente nos portos do Norte do País, que estão mais próximos dos mercados consumidores do hemisfério Norte. O objetivo do plano da área de influência da ferrovia é garantir volume de carga cada vez maior, promover o crescimento econômico regional e gerar mais emprego e renda para a população.
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