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Veículo: Valor Econômico
Caderno: Online
Data: 13/04/2009

Espanhóis criticam modelo de trem-bala

Mais cautelosos do que outros grupos que acompanham o projeto do trem-bala encaminhado pelo governo federal, os representantes da malha de alta velocidade espanhola têm considerado o projeto inviável caso seja lançado como uma Parceria Público Privada (PPP) - exatamente o modelo levado mais a sério dentro do governo. A visão é de que o trem de alta velocidade é construído e administrado pelo Estado no mundo todo, e a inovação brasileira poderá complicar o negócio: para os espanhóis, não interessa associar-se a empreiteiras ou outros investidores a fim de tornarem-se sócios de uma ferrovia em outro país.

Liderado pela fábrica de equipamentos ferroviários Talgo, em associação com os operadores do sistema ferroviário espanhol - Renfe e Adif -, o grupo vêm se movimentando no Brasil, mas está aguardando a confirmação do modelo do negócio antes de dizer se entrarão na concorrência.

Na visão de um de seus representantes no Brasil, valeria mais a pena que o governo contratasse a construção da linha de alta-velocidade e preparasse uma licitação para a aquisição das máquinas. Depois, seria fechada alguma espécie de associação com uma estatal que opera o sistema no exterior para viabilizar a criação de uma similar brasileira.

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