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Veículo: Diário da Manhã - GO
Caderno: Economia – Pág, 13
Data: 05/12/07

Trecho goiano sai do papel

Casa Civil deve liberar, até o dia 16 deste mês, R$ 195 milhões para o segmento da ferrovia em Goiás. Presença do presidente lula no ato de assinatura da ordem de serviço é cogitada

Eva Taucci
Da editoria de Economia

A Ferrovia Norte-Sul (FNS) “será a espinha dorsal do desenvolvimento do Brasil”. A frase foi dita ontem pelo diretor presidente da Valec- Engenharia, Construção e Ferrovias S.A., do Ministério dos Transportes, José Francisco das Neves, o Juquinha, durante audiência pública sobre a ferrovia em Anápolis. Na ocasião, ele anunciou que uma medida provisória deverá ser publicada até o dia 16 desse mês, liberando R$ 195 milhões para o trecho goiano da obra. A presença do presidente Lula no ato da assinatura da ordem de serviço da obra foi cogitada por Juquinha.

De acordo com o que foi apresentado pelo presidente da Valec, o trecho entre Açailândia (MA) e Araguaína (TO) já foi conluído, numa extensão de 365 km. Ainda estão em construção o percurso Araguaína-Guaraí (TO), previsto para ser entregue em 2008. Juquinha ressaltou que o trecho até Anápolis será concluído em 2009. Além disso, é decisão do governo federal a construção, até 2010, de uma ramal da Norte-Sul ligando Anápolis a Santa Fé do Sul (SP), passando por Rio Verde e Jataí.

O evento reuniu empresários, líderes classista e autoridades políticas, como os deputados Sandro Mabel e Rubens Otoni, além de representantes da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seagro) e do Ministério dos Transportes. Juquinha apresentou dados da obra e salientou a importância da consolidação do desenvolvimento do Brasil e de Goiás com a ferrovia. Juquinha lembrou da definição dada por Sarney sobre a FNS, que é a espinha dorsal da malha ferroviária brasileira.

O deputado Rubens Otoni se comprometeu, junto à presidência da Valec, em levar o presidente Lula ao ato da assinatura da ordem de serviço das obras do trecho goiano da ferrovia. O evento ainda não tem data para acontecer devido à agenda presidencial, mas o parlamentar já “está tomando as medidas necessárias para viabilizar a presença do presidente no evento”.

Juquinha está confiante quanto ao início e andamento das obras. “Até dia 16, a ministra Dilma Rousseff vai liberar R$ 195 milhões através de medida provisória para as obras. O dinheiro em mãos significa homens trabalhando e máquinas funcionando”, diz. No trecho que passa por Goiás, serão contratados 7.500 trabalhadores, todos já recrutados.

Para o superintendente do Porto Seco Centro-Oeste, Edson Tavares, apenas o potencial de minério da região do Vale do São Patrício garantiria a sustentabilidade da FNS. “Temos muito minério para transportar, sem contar os carregamentos de açúcar orgânico e refinado e os de carne”, pondera.

Ele fala que, atualmente, a Ferrovia Centro Atlântica transporta 22 mil toneladas/mês e que, em 2008, aumentará mais 18 mil toneladas com a carga de minério. Quando a Norte-Sul entrar em funcionamento no trecho goiano, o volume transportado será 40 vezes maior. “Com a Norte-Sul em funcionamento, o trecho goiano vai transportar 900 mil toneladas/mês de cargas”, afirma. Tavares enfatizou que, com a Norte-Sul interligada a Centro Atlântica, Porto Seco e Plataforma Logística Multimodal, Goiás entrará definitivamente na rota do mercado internacional.

Em Anápolis, a ferrovia irá consolidar a logística de transporte na região e o trabalho desenvolvido pelo Porto Seco na movimentação e armazenagem de cargas, que atinge US$ 320 milhões de mercadorias. A Estação Aduaneira movimenta 20 mil toneladas de carga/mês, cerca de 40% de toda carga brasileira transportada pelo Trem Expresso.

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