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Veículo: Goiás AGORA
Caderno: Online
Data: 17/02/2010

Governador se reúne com ministro da Agricultura da Polônia

Parcerias para a construção de usinas ao longo do trecho goiano da Ferrovia Norte-Sul. Este foi um dos temas discutidos hoje entre o governador Alcides Rodrigues e o ministro da Agricultura da Polônia, Marian Zalewski, na sede do Ministério, em Varsóvia, capital da Polônia. Participaram do encontro o secretário do Planejamento Oton Nascimento Júnior e os presidentes do Grupo Caramuru, Alberto Borges, e do Sindicato das Indútrias de Carnes (Sindicarnes), Magno Pato.
Durante o encontro, o governador Alcides Rodrigues entregou ao ministro uma proposta para fazer parcerias com grupos poloneses com a finalidade de instalar usinas de etanol ao longo do trecho goiano da Ferrovia Norte-Sul, o que facilitaria a exportação. “O ministro ficou entusiasmado com a ideia”, disse o secretario Oton Nascimento. “Quando falamos de biocombustível aqui o interesse deles em fechar negócios aumenta”, diz.
Segundo Oton Nascimento, durante a reunião, o ministro polonês falou sobre o interesse da União Europeia em incrementar o uso de fontes renováveis de energia e reforçar ainda mais o potencial das vendas externas brasileiras de combustíveis para o bloco econômico.
A intenção da Comissão Europeia recai, sobretudo, no uso do etanol, cuja adição à gasolina nos países membros deve, até este ano, sair dos atuais 2% para 5,75%. Em 2020, este índice deve alcançar 20%. O interesse dos poloneses é grande porque a produção de combustível no país é  inexpressiva. Hoje a Polônia tem parcerias com cientistas suecos para produção do etanol, o que encarece o processo. Já Goiás é o segundo maior produtor de etanol do país, perdendo apenas para Sao Paulo.


Celeiro agrícola
Atualmente a Polônia é grande produtora de alimentos. Segundo dados do Ministério da Agricultura, 38% da população trabalham na agricultura, uma exceção na Europa onde esta média fica em torno de 3 a 5%. “A Polônia exporta alimentos para países da Europa, mas precisa do farelo de soja para servir de ração para aves e porcos abatidos aqui”, explica o secretario do Planejamento. “Os poloneses importam 2 milhões de toneladas do farelo por ano, mesmo valor exportado por Goiás quando se trata da soja”, detalha.

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