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Veículo:O POPULAR
Caderno: Online
Data: 06/07/2008

VALEC deve licitar mais 1.400 km da Norte-Sul até novembro

Obras animam companhias como a Vale, que vai investir mais na capacidade de armazenagem.

A VALEC - Engenharia, Construções e Ferrovias, estatal vinculada ao Ministério dos Transportes, promete lançar o edital de subconcessão da extensão de mais 1.400 quilômetros da Ferrovia Norte-Sul, entre Palmas (TO) e Anápolis, até o mês de novembro.

O modelo será semelhante ao adotado para o trecho entre Araguaína e Palmas, cuja conclusão da primeira etapa está prevista para dezembro deste ano; a segunda, para o fim de 2009. O valor da outorga da subconcessão para o novo trecho não foi definido, mas a estatal estima algo em torno de R$ 3 bilhões.

"Essa será uma etapa importante para transformar a ferrovia numa ligação efetiva entre o Norte e o Sul do Brasil. A idéia é que essa extensão viabilize posteriormente a construção da ferrovia entre Anápolis e Estrela D"Oeste (SP), a partir de onde seria possível chegar ao porto de Santos"", diz Ulisses Assad, diretor de engenharia da VALEC.

São metas para o futuro. Por enquanto, fica claro que a principal preocupação da VALEC é o porto de Itaqui. Assad anunciou que o governo federal poderá federalizar a administração do porto se a Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap) não puser em marcha o processo de concessão para a construção de um terminal com capacidade para 3 milhões de toneladas de grãos.

Ordens de serviço
O POPULAR publicou, no dia 18 de junho, que, depois de várias interrupções, as obras de construção dos quase 500 quilômetros da Ferrovia Norte-Sul que cortam Goiás entre o Porto Seco de Anápolis e a divisa com o Tocantins seriam aceleradas (veja quadro).

As obras no trecho entre os municípios de Anápolis e Ouro Verde de Goiás foram retomadas recentemente e, no mês passado, o presidente da VALEC, José Francisco das Neves, assinou as ordens de serviço para o início das obras para os trechos entre Ouro Verde e Uruaçu.

Vale
Com R$ 1,4 bilhão, dinheiro bancado pela Vale, maior mineradora de ferro do mundo e vencedora do leilão de subconcessão que lhe dará o direito de operar a Ferrovia, a Norte-Sul deve ganhar em dezembro deste ano porte para mudar a economia do Tocantins e alterar de vez a movimentação de carga de parte do Centro-Oeste.

Há quem afirme na região que a Norte-Sul vai recolonizar esses rincões do Cerrado. E, ao contrário do que se pensa, a região não vê a hora dessa nova "colonização"". "A Norte-Sul não será apenas uma ferrovia. A estrada de ferro vai mudar o mapa agrícola do País. É um novo movimento de colonização da região"", avalia Marcello Spinelli, diretor da área de Comercialização de logística da Vale.

Atualmente, a empresa disponibiliza na região um terminal com capacidade para 2,2 milhões de toneladas, suficiente para o volume modesto de grãos de 1,7 milhão de toneladas por ano.

Mas a companhia já anunciou investimento para elevar a capacidade para 3,3 milhões de toneladas. "Isso permitirá o aumento do transporte que estamos prevendo, mas os terminais de grãos terão de sair logo do papel"", comenta Marcello Spinelli.

 

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