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Veículo: JORNAL DO BRASIL
Caderno: Online
Data: 16/05/2008

Para japonês, trem-bala não deve sair antes da Copa de 2014

Em seminário realizado ontem em Ipanema (Zona Sul) para apresentar o modelo de trem-bala do Japão para o governo e empresariado cariocas, o secretário de Transportes, Julio Lopes, perguntou aos investidores japoneses se seria possível construir o veículo de alta velocidade para interligar o eixo Rio-São Paulo antes da Copa do Mundo de 2014, que o Brasil sediará. A resposta não foi a que Lopes gostaria de ouvir.

- Essa é uma pergunta bastante sensível. Depende de fatores como a desapropriação de imóveis para a construção dos trilhos; de licenciamento ambiental; e do tempo de negociação do contrato. Entretanto, a construção do trecho Tóquio-Osaka do trem de alta velocidade no Japão levou cinco anos - disse Masao Susuki, vice-presidente da empresa de consultoria Mitsui Brasileira.

Suzuki acredita que o projeto deva ser construído em parceria público-privada.

- Um projeto desse porte tem que ter o apoio do governo também. Não é viável apenas para a iniciativa privada, seria até irresponsável. A desapropriação, por exemplo, é uma tarefa do governo - ressaltou o executivo. - O BNDES está elaborando o traçado do trem e das estações e vai nos falar que tipo de apoio pode nos oferecer. O custo da obra deve ultrapassar os US$ 11 bilhões.

Para o secretário de Transportes, como o Brasil já foi escolhido como sede da Copa, incentivo financeiro não será o problema.

- Mas o trem-bala virá cedo ou tarde, porque a sociedade tem necessidade dessa mobilidade.

Ainda não há prazo para o licenciamento das obras. Segundo Lopes, ele esbarra na "engenharia política" do país.

- O licenciamento depende de propostas e de critérios pelo governo federal. E um acordo entre São Paulo e Rio - disse. Participaram do encontro as principais fabricantes de material ferroviário do Japão.

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