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Veículo: A TARDE ONLINE
Caderno: Política
Data: 09/05/2008

Lula na Bahia: PAC tem recursos e atrasos

Junto com ordens de serviço, convênios e programas, no entanto, há uma preocupação permanente nos corredores palacianos: o ritmo lento de obras e intervenções anteriormente anunciadas no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento.

Balanço do Comitê Gestor do PAC demonstra que dos 820 projetos anunciados para a Bahia, apenas 40 tiveram suas obras iniciadas até agora.

Algumas das razões pelas quais as obras em andamento enfrentam atrasos, foram apresentadas ontem, durante entrevista coletiva concedida por dirigentes de instituições federais, em Salvador. Reunidos no auditório da Caixa, na Avenida 7 de Setembro, eles incluíram até a falta de engenheiros civis, no mercado de trabalho baiano, entre os motivos da lentidão.

O superintendente do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transporte (Dnit), Saulo Pontes, explicou que existem obras do PAC prejudicadas pela demora na obtenção de licença ambiental e pela necessidade de adequação e ajuste de projetos técnicos.

Intervenções do PAC no setor rodoviário estão atrasadas também por falta de engenheiros na Bahia. Em função do acelerado ritmo de expansão do setor imobiliário, as empresas de construção civil buscam engenheiros até nas salas de aula das universidades: "Faltam engenheiros no mercado baiano e isso também reduz o ritmo dos trabalhos", acrescentou Pontes.

Programas de desenvolvimento urbano (saneamento, por exemplo) realizados por meio da Caixa arrastam-se porque esbarram em burocráticos processos de desapropriação, explicou o superintendente da instituição na Bahia, Aristóteles Menezes: "Isso é natural", avaliou.

Menezes observou, ainda, que para a Caixa, a demora faz parte da realidade dos projetos estruturantes de saneamento.

"Para a instituição, isso é considerado normal".

GASODUTO - No caso específico da Petrobras, o gerente de Planejamento e Implantação de Logística de Gás Natural, Marcelo Restum, assegurou que não há risco de atraso no cronograma de implantação do gasoduto CacimbasCatu, cujo investimento será de R$ 3 bilhões. "Existem recursos definidos para o período de 2,5 anos.

O lançamento simbólico das obras do gasoduto é o primeiro item da agenda do presidente Lula na Bahia, às 9 horas, hoje, em Pojuca. O gasoduto percorrerá 51 municípios (46 na Bahia e cinco no Espírito Santo). Terá capacidade para 20 milhões de metros cúbicos/dia.

Em seguida, o presidente visita Lauro de Freitas, onde anuncia ações do PAC para os setores de habitação, saneamento e infra-estrutura. Ordens de serviço e assinatura de contratos totalizam investimentos de R$ 1,7 bilhão no Estado.

O pacote de intervenções a ser anunciado hoje também inclui acordo de cooperação para implementar o programa Territórios da Cidadania, com cerca de R$ 1 bilhão em investimentos, por meio do Ministério do Desenvolvimento Agrário.

O acordo compreende mais de 255 ações que serão conduzidas em parceria entre a União, Estado e municípios da Chapada Diamantina, Vale do São Francisco, região do sisal e Sul.

Durante a vista à Bahia, o presidente Lula também assina ordem de serviço para implantação da Via Expressa, a chamada Via Portuária, futura ligação entre a BR-324 e o Porto de Salvador.

O projeto visa o incremento da importação e exportação pelo Porto de Salvador.

Outra ordem de serviço dará partida no projeto de construção da ferrovia Leste-Oeste, para o transporte de grãos, minérios e biocombustíveis produzidos no Oeste, Sudoeste e Sul da Bahia.

Por meio de Medida Provisória, o governo federal outorga concessão para a VALEC (companhia estatal da área de engenharia e construção de ferrovias, vinculada ao Ministério dos Transportes) conduzir a obra.

No final da tarde, em Ilhéus, o presidente Lula lança o Plano de Desenvolvimento da Região Cacaueira, com investimento previsto de R$ 2,2 bilhões até 2016.

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