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Veículo: Diário de Manhã
Caderno: Economia
Data: 17/04/2008
Ferrovia Norte-Sul: Trecho será pólo produtor
O decreto que define o grupo de trabalho para a elaboração do Programa de Desenvolvimento da Área de Influência da Ferrovia Norte-Sul no Estado foi assinado na manhã de ontem pelo governador Alcides Rodrigues. Em Goiás, as obras vão empregar 17.500 pessoas diretamente, além de gerar cerca de 50 mil empregos indiretos. O prazo para a apresentação do Termo de Referência está previsto em 180 dias, a partir da publicação.
Além dos benefícios de logística, a ferrovia atrai investimentos. Em virtude dos projetos, Goiás soma R$ 23 bilhões em investimentos, incluindo o lançamento da primeira siderúrgica no Estado, em Nova Glória. A previsão de assinatura de ordens de serviço dos novos trechos da Norte-Sul, de Porangatu a Jaraguá, é para maio.
Na ocasião, em que o presidente da VALEC, Juquinha das Neves, esteve presente para ressaltar a importância da Norte-Sul, juntamente com o secretário de Planejamento, Oton Nascimento, a reação foi otimista com o anúncio de investimentos de R$ 150 milhões, oriundos do FCO, para viabilizar a nova etapa de trabalho.
O governador ressaltou o bom relacionamento com o governo federal. Para Alcides, Juquinha alavancou o transporte ferroviário depois de longa paralisia em que o setor se encontrava. "Não adianta ser um Estado potencialmente rico, se não podemos circular nossa produção. O grupo de trabalho vai estudar e propor ações efetivas ao longo da ferrovia", acrescenta Oton Nascimento.
Juquinha explicou que serão preparados 44 projetos para a instalação das usinas ao longo da ferrovia, nos trechos que passam por Goiás e Tocantins. "A licitação está prevista para 30 de abril. Vamos contratar uma empresa para viabilizar a instalação das usinas. A idéia final é de que o planejamento dos pólos da VALEC, interligados, virem um alcoolduto. Planejamos entregar o projeto para o investidor já com licença ambiental”.
Reflexo
A Norte-Sul vai chegar a São Paulo, passando por Palmeiras, Rio Verde, Jataí e Caçu. São, ao todo, 2.629 quilômetros de extensão, dos quais cerca de 1.200 estão em Goiás. "O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse que, depois de Brasília, essa é a obra mais importante do Brasil. Seu valor total compreende R$ 8 bilhões, cerca de R$ 3 bilhões da iniciativa pública e R$ 5 bilhões da iniciativa privada", diz Juquinha.
O secretário estadual de Indústria e Comércio, Ridoval Chiareloto, vê a ferrovia com otimismo e revela investimentos previstos para Goiás. "Estamos trabalhando para trazer duas montadoras, além da primeira fábrica de computadores em tela plana." Segundo ele, a grande arrancada do Estado será em 2012. "A partir daí, a previsão é dobrar o PIB”.
Juquinha disse estar prevista para esta semana medida provisória que amplia a ferrovia em quase seis mil quilômetros. Diz que em Goiás serão implantandos cinco pólos de carga, em Anápolis, Uruaçu, Santa Isabel, Porangatu e Jaraguá.
"A FNS, no contexto da reforma tributária, vai ser imprescindível para garantir a competitividade goiana", defende o secretário estadual de Agricultura, Leonardo Veloso.
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